Alimentação
Seletividade alimentar: quando a criança recusa comidas
Por que muitas crianças recusam alimentos, como ajudar sem forçar, quando é normal e quando buscar avaliação da médica.
Recusar comidas novas é muito comum, principalmente entre 2 e 6 anos. Esse período, chamado de “neofobia alimentar”, faz parte do desenvolvimento, e a maioria das crianças supera.
Por que acontece
Nessa fase, a criança cresce mais devagar e come menos, quer mais autonomia e desconfia do que é novo. Também influenciam as texturas, o ambiente das refeições, os lanches fora de hora e o consumo de leite e sucos em excesso.
O que ajuda
- Ofereça o mesmo alimento várias vezes, em pequenas porções: muitas crianças precisam de 10 a 15 exposições antes de aceitar.
- Faça refeições em família, em horários regulares, sem telas.
- Seja um exemplo: coma os mesmos alimentos.
- Envolva a criança em escolher e preparar as refeições.
- Não force, não chantageie e não use doces como prêmio.
- Evite lanches e líquidos (leite, sucos) em excesso perto das refeições.
- Mantenha o prato colorido e variado, sem preparar um prato separado só com o que ela aceita.
Quando pode precisar de avaliação
Converse com a médica se a criança:
- aceita pouquíssimos alimentos e a lista diminui com o tempo;
- tem perda de peso ou cresce menos do que o esperado;
- engasga, vomita ou tem ânsia frequentes diante de certas texturas;
- tem muito sofrimento nas refeições, ou a família vive em conflito por causa da comida;
- tem sinais de deficiências nutricionais, como cansaço, palidez ou queda de cabelo.
Em alguns casos, a avaliação envolve também nutricionista, fonoaudiólogo ou psicólogo. A orientação sobre vitaminas e suplementos deve ser individualizada: veja a suplementação infantil. Para o início da alimentação, leia sobre a introdução alimentar e o cuidado integral.
Fontes de referência
Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 Anos (Ministério da Saúde); Guia Alimentar para a População Brasileira; Sociedade Brasileira de Pediatria.
Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica.
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