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Saúde no dia a dia

Constipação intestinal na infância: sinais, causas e cuidados

Constipação intestinal em crianças: como reconhecer, principais causas, cuidados com alimentação e rotina e sinais de alerta para procurar a médica.

Por Dra. Camila PachecoPublicado em Atualizado em 2 min de leitura

A prisão de ventre é uma queixa frequente na infância. Mais importante do que o número de evacuações é como são as fezes e se há dor.

Como reconhecer

  • fezes endurecidas, em bolinhas ou muito grandes;
  • dor ou choro ao evacuar, e medo de ir ao banheiro;
  • evacuações pouco frequentes (por exemplo, menos de três por semana, em crianças maiores);
  • barriga inchada e dor abdominal;
  • escape de fezes na roupa íntima, que pode acontecer quando as fezes ficam retidas.

Nos bebês amamentados, ficar alguns dias sem evacuar pode ser normal se as fezes forem macias e o bebê estiver bem.

Principais causas

Pouca ingestão de fibras e de líquidos, retenção voluntária por medo de sentir dor, mudanças de rotina e de alimentação (como a introdução alimentar), o desfralde e alguns medicamentos.

Cuidados que ajudam

  • Ofereça alimentos ricos em fibras: frutas, verduras, legumes, leguminosas e cereais integrais, de acordo com a idade.
  • Estimule a ingestão de água.
  • Crie uma rotina: sentar no vaso por 5 a 10 minutos após as refeições, com apoio para os pés (um banquinho), sem pressão.
  • Estimule a atividade física.
  • Evite brigar ou punir a criança.
  • Não use laxantes, supositórios ou lavagens por conta própria.

Sinais de alerta

Procure a médica se houver sangue nas fezes, dor abdominal forte, vômitos, barriga muito distendida, febre, perda de peso, fissura que não cicatriza, constipação desde os primeiros dias de vida (ou demora para eliminar as primeiras fezes após o nascimento) ou se os cuidados em casa não funcionarem. O acompanhamento faz parte das consultas de puericultura.

Fontes de referência

Sociedade Brasileira de Pediatria; Ministério da Saúde; Academia Americana de Pediatria.

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica.

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