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Saúde no dia a dia

Otite em crianças: sinais, cuidados e quando procurar atendimento

O que é otite em crianças, sinais em bebês e em crianças maiores, cuidados, como prevenir e quando procurar atendimento.

Por Dra. Camila PachecoPublicado em Atualizado em 2 min de leitura

A otite média aguda é uma infecção do ouvido médio, muito comum na infância, principalmente entre 6 meses e 3 anos. Muitas vezes aparece depois de um resfriado.

Como suspeitar

Em crianças maiores, a queixa é dor de ouvido, às vezes com diminuição da audição ou febre. Em bebês, os sinais são menos específicos: irritabilidade, choro, febre, dificuldade para dormir e para mamar e, às vezes, o hábito de levar a mão à orelha. Se sair secreção pelo ouvido, procure a médica.

Como é feita a avaliação

A médica examina o ouvido com um otoscópio, observando o tímpano. Esse exame é essencial: dor de ouvido e febre não bastam para confirmar a otite, e nem toda otite precisa de antibiótico. A conduta depende da idade, da intensidade dos sintomas e dos achados do exame.

O que fazer em casa

  • Converse com a médica sobre o alívio da dor e da febre; não dê medicamentos por conta própria.
  • Não coloque gotas, óleos ou objetos no ouvido sem orientação.
  • Mantenha a criança hidratada e o nariz limpo com soro fisiológico.

Quando procurar atendimento

Procure a médica se houver dor intensa, secreção no ouvido, febre persistente, irritabilidade importante, bebê com menos de 6 meses, inchaço ou dor atrás da orelha, tontura ou falta de equilíbrio, ou se a criança não melhorar em 48 a 72 horas. Em bebês com menos de 3 meses, qualquer febre deve ser avaliada imediatamente.

Como prevenir

  • Amamentação nos primeiros meses.
  • Vacinação em dia, incluindo as vacinas pneumocócica e contra a influenza.
  • Evitar a exposição à fumaça de cigarro.
  • Não oferecer mamadeira ao bebê deitado.
  • Lavar as mãos e tratar resfriados com higiene nasal.

Se a criança tem otites frequentes, a médica pode investigar causas e indicar o acompanhamento adequado. Conheça o atendimento de queixas agudas e, em casos selecionados, a laserterapia, indicada somente após avaliação.

Fontes de referência

Sociedade Brasileira de Pediatria; Ministério da Saúde; Academia Americana de Pediatria.

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica.

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