Saúde no dia a dia
Piolho em crianças: como identificar, tratar e prevenir
Como identificar piolhos e lêndeas, como tratar com segurança, quais cuidados com roupas e objetos e como prevenir a volta na escola.
A pediculose (infestação por piolhos) é muito comum em crianças em idade escolar. Não tem relação com falta de higiene e não indica descuido da família.
Como identificar
- coceira no couro cabeludo, principalmente na nuca e atrás das orelhas;
- lêndeas: ovos pequenos e esbranquiçados, colados ao fio de cabelo perto do couro cabeludo. Ao contrário da caspa, não saem com um simples sacudir;
- piolhos adultos, pequenos e que se movem rápido.
Como se transmite
Principalmente pelo contato direto entre cabeças. Piolho não pula nem voa. O compartilhamento de escovas, bonés, toucas e travesseiros pode ajudar a espalhar.
Tratamento
- Procure orientação sobre os produtos adequados (existem medicamentos próprios para piolho). Em bebês, gestantes e crianças com alergias, consulte antes de usar qualquer produto.
- Siga exatamente as instruções do produto e repita o tratamento depois de 7 a 10 dias, como orientado, porque algumas lêndeas podem sobreviver.
- Retire as lêndeas com pente fino, em cabelo úmido e por partes.
- Evite produtos caseiros perigosos, como querosene, álcool e inseticidas de uso doméstico.
- Examine e trate os familiares que tiverem piolhos.
Cuidados com o ambiente
Lave fronhas, toalhas, bonés e roupas de cama em água quente e seque em temperatura alta. Objetos que não podem ser lavados podem ficar guardados em saco fechado por alguns dias. Não é necessário “dedetizar” a casa.
Prevenção
Prenda os cabelos longos na escola, ensine a criança a não compartilhar escovas e bonés, e verifique a cabeça com frequência, principalmente se houver casos na turma. Avise a escola se encontrar piolhos.
Quando procurar atendimento
Procure a médica se o couro cabeludo tiver feridas, pus ou crostas por coçar, se a criança for muito pequena, se houver alergia ao produto ou se o tratamento não funcionar. Dúvidas assim podem ser levadas às consultas de puericultura.
Fontes de referência
Sociedade Brasileira de Pediatria; Ministério da Saúde; Academia Americana de Pediatria.
Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica.
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