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Saúde no dia a dia

Piolho em crianças: como identificar, tratar e prevenir

Como identificar piolhos e lêndeas, como tratar com segurança, quais cuidados com roupas e objetos e como prevenir a volta na escola.

Por Dra. Camila PachecoPublicado em Atualizado em 2 min de leitura

A pediculose (infestação por piolhos) é muito comum em crianças em idade escolar. Não tem relação com falta de higiene e não indica descuido da família.

Como identificar

  • coceira no couro cabeludo, principalmente na nuca e atrás das orelhas;
  • lêndeas: ovos pequenos e esbranquiçados, colados ao fio de cabelo perto do couro cabeludo. Ao contrário da caspa, não saem com um simples sacudir;
  • piolhos adultos, pequenos e que se movem rápido.

Como se transmite

Principalmente pelo contato direto entre cabeças. Piolho não pula nem voa. O compartilhamento de escovas, bonés, toucas e travesseiros pode ajudar a espalhar.

Tratamento

  • Procure orientação sobre os produtos adequados (existem medicamentos próprios para piolho). Em bebês, gestantes e crianças com alergias, consulte antes de usar qualquer produto.
  • Siga exatamente as instruções do produto e repita o tratamento depois de 7 a 10 dias, como orientado, porque algumas lêndeas podem sobreviver.
  • Retire as lêndeas com pente fino, em cabelo úmido e por partes.
  • Evite produtos caseiros perigosos, como querosene, álcool e inseticidas de uso doméstico.
  • Examine e trate os familiares que tiverem piolhos.

Cuidados com o ambiente

Lave fronhas, toalhas, bonés e roupas de cama em água quente e seque em temperatura alta. Objetos que não podem ser lavados podem ficar guardados em saco fechado por alguns dias. Não é necessário “dedetizar” a casa.

Prevenção

Prenda os cabelos longos na escola, ensine a criança a não compartilhar escovas e bonés, e verifique a cabeça com frequência, principalmente se houver casos na turma. Avise a escola se encontrar piolhos.

Quando procurar atendimento

Procure a médica se o couro cabeludo tiver feridas, pus ou crostas por coçar, se a criança for muito pequena, se houver alergia ao produto ou se o tratamento não funcionar. Dúvidas assim podem ser levadas às consultas de puericultura.

Fontes de referência

Sociedade Brasileira de Pediatria; Ministério da Saúde; Academia Americana de Pediatria.

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica.

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