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Recém-nascido

Triagens do recém-nascido: pezinho, orelhinha, olhinho, coraçãozinho e linguinha

Para que servem o teste do pezinho, da orelhinha, do olhinho, do coraçãozinho e da linguinha, quando fazer e o que esperar do resultado.

Por Dra. Camila PachecoPublicado em Atualizado em 2 min de leitura

Nos primeiros dias de vida, o bebê passa por testes simples e rápidos que ajudam a identificar condições que, se descobertas cedo, podem ser acompanhadas e tratadas. São as triagens neonatais.

Teste do pezinho

Colhem-se algumas gotas de sangue do calcanhar do bebê. O Ministério da Saúde recomenda a coleta entre o 3º e o 5º dia de vida. O teste busca doenças raras, mas tratáveis, como fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme e fibrose cística. O SUS vem ampliando o número de doenças pesquisadas.

Teste da orelhinha (triagem auditiva)

Avalia se o bebê escuta bem, sem dor e geralmente durante o sono. O ideal é fazê-lo ainda na maternidade ou nos primeiros dias, e até o primeiro mês de vida. Se houver alteração, o bebê é encaminhado para uma avaliação mais completa.

Teste do olhinho (reflexo vermelho)

Uma luz é projetada nos olhos do bebê para observar o “reflexo vermelho”. Ele ajuda a identificar alterações como catarata congênita e outras doenças oculares. É feito na maternidade e repetido nas consultas de rotina.

Teste do coraçãozinho (oximetria de pulso)

Um sensor no pezinho ou na mão mede o oxigênio no sangue. É feito entre 24 e 48 horas de vida, antes da alta, e ajuda a detectar cardiopatias congênitas graves.

Teste da linguinha (frênulo lingual)

Avalia o “freio” da língua. Se estiver curto o suficiente para limitar os movimentos, pode atrapalhar a mamada. Ele é obrigatório por lei nas maternidades, e a avaliação continua nas consultas.

O que fazer se o resultado vier alterado

Um resultado alterado não é um diagnóstico: significa que o bebê precisa de uma avaliação mais detalhada. Leve os resultados à primeira consulta, que deve acontecer na primeira semana de vida, e converse com a médica. Essas triagens também são tema do pré-natal pediátrico.

Fontes de referência

Ministério da Saúde (Programa Nacional de Triagem Neonatal; Caderneta da Criança); Sociedade Brasileira de Pediatria.

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica.

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