Recém-nascido
Triagens do recém-nascido: pezinho, orelhinha, olhinho, coraçãozinho e linguinha
Para que servem o teste do pezinho, da orelhinha, do olhinho, do coraçãozinho e da linguinha, quando fazer e o que esperar do resultado.
Nos primeiros dias de vida, o bebê passa por testes simples e rápidos que ajudam a identificar condições que, se descobertas cedo, podem ser acompanhadas e tratadas. São as triagens neonatais.
Teste do pezinho
Colhem-se algumas gotas de sangue do calcanhar do bebê. O Ministério da Saúde recomenda a coleta entre o 3º e o 5º dia de vida. O teste busca doenças raras, mas tratáveis, como fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme e fibrose cística. O SUS vem ampliando o número de doenças pesquisadas.
Teste da orelhinha (triagem auditiva)
Avalia se o bebê escuta bem, sem dor e geralmente durante o sono. O ideal é fazê-lo ainda na maternidade ou nos primeiros dias, e até o primeiro mês de vida. Se houver alteração, o bebê é encaminhado para uma avaliação mais completa.
Teste do olhinho (reflexo vermelho)
Uma luz é projetada nos olhos do bebê para observar o “reflexo vermelho”. Ele ajuda a identificar alterações como catarata congênita e outras doenças oculares. É feito na maternidade e repetido nas consultas de rotina.
Teste do coraçãozinho (oximetria de pulso)
Um sensor no pezinho ou na mão mede o oxigênio no sangue. É feito entre 24 e 48 horas de vida, antes da alta, e ajuda a detectar cardiopatias congênitas graves.
Teste da linguinha (frênulo lingual)
Avalia o “freio” da língua. Se estiver curto o suficiente para limitar os movimentos, pode atrapalhar a mamada. Ele é obrigatório por lei nas maternidades, e a avaliação continua nas consultas.
O que fazer se o resultado vier alterado
Um resultado alterado não é um diagnóstico: significa que o bebê precisa de uma avaliação mais detalhada. Leve os resultados à primeira consulta, que deve acontecer na primeira semana de vida, e converse com a médica. Essas triagens também são tema do pré-natal pediátrico.
Fontes de referência
Ministério da Saúde (Programa Nacional de Triagem Neonatal; Caderneta da Criança); Sociedade Brasileira de Pediatria.
Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica.
