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Refluxo em bebês: regurgitação normal ou doença?
Refluxo no bebê: quando a regurgitação é normal, sinais de que precisa de avaliação e cuidados seguros nas mamadas e no sono.
Muitos bebês “golfam” depois de mamar, e isso preocupa as famílias. Na maior parte das vezes é uma característica da idade, e não uma doença.
Regurgitação: o refluxo comum
Pelo menos metade dos bebês regurgita com frequência nos primeiros meses, porque o músculo entre o esôfago e o estômago ainda é imaturo. É mais comum por volta dos 4 meses e costuma melhorar até cerca de 1 ano de idade. Se o bebê ganha peso bem, mama com vontade e está confortável, é um quadro benigno, chamado por muitos de “bebê feliz que golfa”.
Quando pode ser a doença do refluxo
Procure avaliação se houver:
- ganho de peso insuficiente ou perda de peso;
- recusa de mamar ou engasgos frequentes;
- choro e irritabilidade intensos durante ou depois das mamadas, com o corpo arqueado;
- tosse, chiado ou pneumonias de repetição;
- sangue no vômito ou nas fezes.
Sinais de alerta
Vômitos em jato (projétil), vômitos verdes (com bile), barriga muito distendida, sonolência excessiva ou febre pedem atendimento imediato. Em bebês com menos de 3 meses, qualquer febre deve ser avaliada imediatamente.
Cuidados que ajudam
- mamadas em menor volume e mais frequentes, sem forçar;
- pausas para arrotar durante e depois da mamada;
- manter o bebê na vertical por 20 a 30 minutos depois de mamar, com roupas e fraldas folgadas;
- evitar o excesso de leite e a agitação logo após as mamadas.
Sono: o que não fazer
Não eleve o colchão, não use travesseiros ou cunhas e não deite o bebê de lado ou de bruços para “evitar o refluxo”. Esses cuidados aumentam o risco de morte súbita. A posição segura é de barriga para cima, em superfície plana e firme. Veja o artigo sobre sono seguro do bebê.
Medicamentos
Não dê remédios para refluxo sem orientação médica: eles não são indicados para todos os bebês que regurgitam. Dúvidas sobre o assunto podem ser levadas à primeira consulta do bebê e às consultas de puericultura.
Fontes de referência
Sociedade Brasileira de Pediatria; Academia Americana de Pediatria; Ministério da Saúde.
Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica.
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